sábado, 13 de setembro de 2008

Dias e dias...




A inconstância era a minha constante, doesse a quem quer que fosse. Posto que normalmente me doía mais. Por muito tempo houve em mim uma ânsia de mudança, uma rebeldia contra tudo aquilo que cortava as asas dos sonhos. Preferia as coisas estranhas e curiosas.

Como eu tinha inclinação para o devaneio... Como eu era arrebatada pela paixão! Eu me rendia a tudo, mesmo que fosse pequeno e desde que fosse invencível. O impossível era muito mais interessante! Eu sabia que existia pouco frêmito carnal na legalidade do amor e vivia fugindo. Eu não sabia viver sem aquela sensação de folha ao vento.

Eu conseguia me convencer das qualidades da distância. Quão mais longe eu me encontrava de mim, mas eu achava que me compreendia. E lia, lia, escrevia, falava... Tudo e qualquer coisa que ateasse fogo na minha alma.

Talvez eu estivesse apenas ensaiando o grande amor que eu iria sentir...


“Sei quanto fel há no coração de uma romântica...” (Ana Miranda)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Deixa o verão pra mais tarde?


Plantar uma semente, regar quase que diariamente e sentar na frente dela esperando que ela germine é angustiante. Todos os dias você acorda com aquela expectativa de que hoje a tão primeira folha apareça, o tão primeiro resquício de caule, o primeiro sinal de vida. Todos os dias ansiosamente desejando o brotar.

Os dias vão passando. Vão passando. Passando. E por mais que você não tenha deixado de conversar com a semente, por mais que você não tenha deixado de regar ou expor a luz solar, algo mudou.

Você continua ofertando afeto a planta, mas não mais expectativas. Hoje você não senta ao lado dela e fica esperando o primeiro sinal de vida. Acabou a ansiedade. E muitos pensam: "Que bom! Agora as coisas vão fluir naturalmente...". O problema é que agora, mesmo fluindo, já não sei se ainda causará frisson.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

na sombra das Tuas asas.




Sonda-me, Senhor, e me conhece

Quebranta o meu coração
Transforma-me conforme a Tua palavra
E enche-me até que em mim se ache só a Ti
Então, usa-me, Senhor! Usa-me...

Como um farol que brilha à noite
Como ponte sobre as águas
Como abrigo no deserto
Como flecha que acerta o alvo

Eu quero ser usado da maneira que te agrade
Em qualquer hora e em qualquer lugar
Eis aqui a minha vida.