sábado, 21 de fevereiro de 2009

GG




O sabor que tem o primeiro salário, estou descobrindo. Descobrindo também como é ser gente grande, como é ver pessoas dependendo de você e você dependendo dessas pessoas. Estou descobrindo o mel e o fel do primeiro emprego, para quem ainda não percebeu.

Troquei a rotina das manhãs no colégio (o mesmo durante 18 anos) pelas manhãs no trabalho. Troquei as tardes de barriga pra cima, pelas tardes corridas de às vezes trabalho, às vezes estudo, às vezes resolvendo coisas pela cidade. Troquei as noites de namoro, televisão e família pelas noites de faculdade, ônibus lotado e conhecidos. O sabor da troca, estou descobrindo.

Experimento os finais de semana de reunião do trabalho, de matéria acumulada da semana, de namorado reclamando atenção e causando saudade. Experimento o divisor desigual de tempo entre amigos, família, amor e igreja. Experimento a falta de tempo, estou descobrindo.

Agora tenho uma conta no banco, um cartão, um guarda-chuva preto de bolinhas brancas, um valetransporte e 17 crianças sobre a minha responsabilidade. Tenho também um uniforme, um horário pra bater ponto e pernas cansadas. A importância do crescer, estou descobrindo.


(Ass: Gente Grande)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Quero você de janeiro a janeiro



O dia acordou bem cinza. Cinza-molhado, cinza-frio, cinza-chuva. Não se tratando de qualquer heliofobismo, declaro meu amor aos dias singulares de chuva na Terra da Luz. Ainda mais que hoje é janeiro e assim sendo, completo aniversário de amor!
Te conheço a pouco mais do que três janeiros, mas esse tem um sabor muito especial.
Depois de estar contigo em 2006 e nos separarmos, Janeiro sempre nos uniu. Estivéssemos onde/com quem fosse, o Deustino dava um jeito de cruzar nossos caminhos novamente.
Em Janeiro nós dois perdemos a razão e reconhecemos do que o coração está cheio e ao mesmo tempo sedento de sentir.
Por dois janeiros nós metemos os pés pelas mãos pra ficármos juntos. Ferimos um ao outro, ferimos outros e nos apaixonamos. Mas a prova de que quase tudo foi inevitável é que aqui estamos, aqui continuamos, agora e pela primeira vez (de tantas outras que virão!) juntos em Janeiro.
Todos os meses são Janeiro, namorado. E eu te amo todos os dias!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Boas Festas!



Bem verdade que a gente nunca sabe o que perdeu.. E o final do ano sempre trás esse sentimento de balanço, né? Os medidores dos prós e contras enfrentados, o que vai pro móvel dos troféus ou o que vai pro lixo. Como se a vida pudesse ser colocada em estatísticas e números!

Fiz coisas péssimas esse ano e outras maravilhosas. De algumas me arrependi totalmente, em outras me senti completamente orgulhosa. Mas o que eu levo de 2008 é a minha fé em Deus, a esperança de finalmente ter passado no vestibular de uma das faculdades públicas aqui de Fortaleza, o amor de um homem divinamente humano e humanamente divino e conflitos - existenciais, talvez, mas sempre providenciais.

Talvez tenha sido o ano que eu menos tentei corresponder aos padrões estéticos da mulher do século XXI. Submeti-me a uma cirurgia que deverá deixar cicatriz, por menor que seja. Não passei fome com dietas (numa única que eu fiz) e nem fiz nenhuma atividade física (mas não me orgulho dessa parte!). O movimento da Elenita não foi vestir 38, mas encontrar que número de calça realmente é o meu?

Quero dizer que 2008 foi um ano de dar vazão a quem eu sou realmente e estrear os primeiros passos do amor-próprio. Permitir-me mudanças de caráter, de certezas, de padrões. Vasculhar respostas in - e não off. E fecho essa temporada de bênçãos com a frase do ano:

"Ame-me quando eu menos merecer, porque certamente será quando eu mais preciso".

Uma excelente celebração em família pra todos e que uma extensão de "amor-natalino" contamine as pessoas pro resto de 2009!


"“eu te amo” que significa: “seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo”". (Martha Medeiros)