sexta-feira, 14 de março de 2008

Não há tempo que volte, amor.

Nunca acreditei quando as pessoas dizem que deram um tempo no namoro. Não entendo o que elas querem dizer com isso. Dar um tempo no amor por quê? Pra analisar melhor algumas coisas - elas respondem. Desculpem-me, mas não há o que ser repensado. Ou você aceita os desafios de uma relação conturbada e arrisca-se ou não.

Sentimentos não esperam para acontecer. Não se pode suspender o amor, manda-lo tirar férias não remuneradas dele mesmo enquanto você contabiliza os prós e os contras da sua vida.

Acredito na efemeridade do amor e não o acho menos belo por isso. Ao contrário. Continuo considerando válido apaixonar-me, mesmo que isso termine de forma traumática. "Quem passa pelo outro sem se intoxicar dele deixou de viver".

"Amar, pra mim, é como comer manga: o prazer é diretamente proporcional à lambança e ao tempo que se demora pra tirar os fiapos. E daí se mancha? Tudo na vida tem seu preço. E algumas coisas valem cada centavo".

terça-feira, 4 de março de 2008

Abuse e use, mas ouse.

Existem pessoas que preferem ser escolhidas a escolher. Sujeitos passivos de sua existência, bonecos de um destino pré-determinado e por isso, aparentemente inevitável. Pessoas que acreditam na providência do destino e com isso excluem-se da responsabilidade que as escolhas implicam, como cantou Zeca Pagodinho em tom conformativo à vontade divina na música "Deixa a vida me levar".

Acreditamos que não sabemos escolher porque optar por algo está co-relacionado a abrir mão de todo o resto, caracterizando assim o egoísmo e a incapacidade de assumir riscos.

O filósofo Sartre afirmou sabiamente que "estamos livres para sermos qualquer coisa, exceto não livres - estando, portanto, condenados à liberdade". E baseado nisso afirmo que estão equivocados todos aqueles que tentam eximir-se da liberdade, pois esta é inerente à condição humana.

Ponderar a escolha do caminho e a velocidade dos passos é válido desde que a caminhada não seja interrompida pelo medo de cair. Talvez não pareça, mas, ficar parado também é uma escolha, e esta não te deixa necessariamente vulnerável a decisão alheia.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Vexames políticos - A saga.

Insatisfeitos com as declarações do Sr. Deputado Roberto Jefferson sobre o mensalão, do caso Senador Renan Calheiros (pai dedicado que banca despesas da filha recém-reconhecida com dinheiro dignamente justificado) e da sábia colocação da Ministra do Turismo, Marta Suplicy, aconselhando os passageiros afetados pelo caos aéreo a "relaxar e gozar", agora contamos com a contribuição do Ministro Altemir Gregolin (Pesca) e da Ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) no caso dos cartões corporativos, feitos para gastos "emergenciais", como compra de material e diárias de servidores em viagens.

Começo a acreditar que Educação é mesmo o problema social mais grave que o Brasil enfrenta. Cito o exemplo da Ministra Matilde, por hora, que não sabe o significado da palavra "emergencial" e achou justo pagar com o dinheiro público suas despesas em lojas de instrumentos musicais, veterinária, óticas, chopperias, joalherias e até em free shop.

Mas se querem saber o que realmente me deixou indignada nessa história de gastos corporativos, declaro que foi a escolha da Ministra pelo free shop. Antes fosse sexy shop, sabe? Seria mais fácil de engolir. Afinal, se é pra f%*($#der o Brasil, que seja com adereços divertidos e criativos, ora bolas!